O papa Leão XIV afirmou neste domingo (4) que o bem-estar da Venezuela deve prevalecer e defendeu que seja garantida a soberania do país. A fala ocorreu após a invasão dos Estados Unidos à região e a prisão do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores.
“O bem do amado povo venezuelano deve prevalecer sobre qualquer outra consideração e inspirar a superar a violência e trilhar caminhos de justiça e de paz, garantindo a soberania do país e assegurando o Estado de Direito consagrado na Constituição”, pontuou o pontífice norte-americano após a oração do Angelus, na Praça de São Pedro, em Roma.
Além disso, o líder da Igreja Católica disse acompanhar a situação no país com “profunda preocupação” e pediu respeito aos direitos humanos do povo venezuelano.
Ligação com a América Latina
Leão XIV possui proximidade com países sul-americanos, especialmente o Peru. Na região, foi missionário por quase três décadas e é naturalizado cidadão peruano. Além disso, teve passagens por outros países da América Latina, como o Brasil.
O papa havia feito um pedido para que os EUA priorizassem o diálogo com a Venezuela, além de demonstrar contrariedade a qualquer solução violenta.
Relembre o ataque
Neste sábado (3), os Estados Unidos, sob ordem de Donald Trump, atacaram a cidade de Caracas, na Venezuela. A ação em larga escala ocorreu por vias aéreas e resultou na prisão do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores.
De acordo com Trump, Maduro já teria sido retirado do território venezuelano. Ademais, O venezuelano chegou a Nova York na noite de sábado (3) e foi direcionado para um centro de detenção.
O presidente venezuelano e a primeira-dama são acusados de narcoterrorismo e devem ser julgados pela Justiça americana. A ação dos EUA fere o direito internacional e não conta com o apoio de outros países nem da Organização das Nações Unidas (ONU) para realização.